Notícias

Gestão do Aterro Sanitário é apresentada no Japão

19/09/2013

Experiência paranaense chamou a atenção de representantes de 11 países da América Latina e da África

A experiência da Sanepar na gestão do Aterro Sanitário de Cianorte foi apresentada na cidade de Tóquio, no Japão, para representantes de 11 países da América Latina e da África. O modelo de trabalho da Sanepar, que é certificado pela NBR ISO 14001, foi apresentado como exemplo de gestão de resíduos sólidos para os demais países em desenvolvimento.

O Aterro Sanitário de Cianorte foi apresentado pelo engenheiro ambiental da Sanepar, João Gomes, para alunos do curso Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos para Governos Locais, promovido pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica). O curso, realizado entre os meses de julho e agosto nas cidades de Tóquio, Osaka e Fukuoka, reuniu representantes do Brasil, da Argentina, México, Cuba, Djibouti, Sudão, Sudão do Sul, Uganda, Zimbábue e Quênia. O objetivo do curso é promover a melhoria da gestão dos resíduos sólidos nos países em desenvolvimento e estimular a troca de experiências.

O engenheiro da Sanepar apresentou aos coordenadores da Jica e colegas de curso detalhes sobre a gestão do aterro. Em Cianorte, é feita a coleta seletiva dos resíduos; a célula que recebe os resíduos sólidos é protegida com geomembrana; todos os resíduos que entram no aterro passam pela balança de pesagem; na célula, os resíduos são compactados e cobertos; o chorume é tratado e o sistema de gestão segue as normas ISO 14001. “Todos ficaram admirados por existir no Paraná um sistema tão bom e organizado”, conta ele.

EXEMPLO PARA OUTROS PAÍSES – O trabalho desenvolvido pela Sanepar gerou interesse dos participantes. Segundo o engenheiro e diretor de desenvolvimento urbano do Quênia, Odera Okuku Otieno Alphonce, a experiência brasileira será levada ao seu país. “O método empregado no caso brasileiro nos deu a visão de que a gestão de resíduos sólidos pode ser profissionalizada, inclusive para o nível que a empresa obteve a certificação ISO. Cabe a outros países em desenvolvimento utilizar a experiência brasileira para melhorar o sistema de gestão de resíduos sólidos, pois raramente em países em desenvolvimento há qualquer tipo de tratamento”, ressalta.

O engenheiro civil e diretor adjunto de tratamento e valorização de resíduos do Djibouti, Elmi Djama Ali, demonstrou interesse em aprofundar o conhecimento sobre a forma e métodos utilizados no tratamento do chorume. “Construímos na capital do meu país um novo aterro e vamos iniciar a operação até o final de setembro. Pretendo buscar mais informações da experiência do aterro de Cianorte, para que possamos aplicá-la no Djibouti de acordo com nossa realidade”, disse.

COOPERATIVAS DE CATADORES – A organização dos catadores de material reciclável foi outra experiência brasileira que despertou interesse dos estrangeiros. Os representantes da África informaram que esse tipo de associação não existe em seus países. “Como a Sanepar tem contato próximo com várias organizações de catadores, pudemos compartilhar também esta experiência,” disse João Gomes. Ele explicou os catadores contam com apoio de empresas, governos e as associações e como esta rede contribui para o enfrentamento dos problemas e para agregar benefícios sociais à atividade, manter e ampliar o negócio.

ATERRO DE CIANORTE - Todos os processos em Cianorte, onde são recebidas em média 60 toneladas de resíduos sólidos por dia, são executados dentro de rigorosas normais técnicas e ambientais. Os principais processos são recebimento dos resíduos sólidos, tratamento e compactação de resíduos e a correta destinação dos gases e do chorume.

Além de Cianorte, a Sanepar faz a gestão dos resíduos sólidos nos aterros de Apucarana e Cornélio Procópio. Em Apucarana, a Sanepar gerencia o aterro nas etapas de recebimento, tratamento e disposição final de resíduos sólidos. São dispostos diariamente cerca de 75 toneladas de resíduos orgânicos e rejeitos no aterro sanitário. Em Cornélio Procópio, a Sanepar faz a gestão da coleta, transporte, transbordo, recebimento, tratamento e disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos. O aterro recebe diariamente em torno de 35 toneladas de resíduos orgânicos e rejeitos.

 

Galeria